martes, diciembre 01, 2020

Morreu Eduardo Lourenço, professor, ensaísta e filósofo português

Morreu Eduardo Lourenço, professor, ensaísta e filósofo português | Ollaparo

Morreu Eduardo Lourenço, professor, ensaísta e filósofo português

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Um dos ensaístas mais marcantes  das últimas décadas em Portugal. Tinha 97 anos e era membro do Conselho de Estado

Eduardo Lourenço concluiu a licenciatura em 1946, com uma tese sobre “O Sentido da dialética no idealismo absoluto”. Foi Leitor de Cultura Portuguesa nas universidades de Hamburgo e Heidelberg, em Montpellier e no Brasil, e veio a fixar-se na cidade francesa de Vence, em 1965, com atividade pedagógica nas principais universidades francesas. Foi também conselheiro cultural da Embaixada Portuguesa em Roma.

É autor de mais de 40 títulos, tendo desde sempre “um olhar inquietante sobre a realidade”, como destacaram os seus pares.

Eduardo Lourenço Faria nasceu em 23 de maio de 1923, em S. Pedro do Rio Seco, no concelho de Almeida, na Beira Baixa. Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas, na Universidade de Coimbra, em 1946, tornou-se assistente e publicou “Heterodoxia” em 1949.

Algumas das principais obras são “O Labirinto da Saudade” e “Fernando, Rei da Nossa Baviera” e, de entre os diversos prémios que recebeu destacam-se o Prémio Camões (1996) e o Prémio Pessoa (2011). Tinha diversas condecorações em Portugal e em França.

Foi precisamente a sua célebre obra “O labirinto da saudade”, uma “psicanálise mítica do destino português”, como diz o subtítulo do livro, que mais o catapultou como autor. Mas é apenas um das mais de quatro dezenas de títulos que compõem sua vasta bibliografia. No ano seguinte, passou a lecionar como assistente e colaborador do professor Joaquim de Carvalho e, em 1949, com apenas 26 anos, reuniu parte da sua tese de licenciatura no primeiro volume de uma obra intitulada “Heterodoxia”, “um dos mais nobres e perturbantes discursos ensaísticos de toda a nossa história literária”, como a classificou o professor e ensaísta Eugénio Lisboa.

Antes disso, em 1944, Eduardo Lourenço começara a colaborar com a revista Vértice, publicação em que se estreou com o poema “Aceitação”, um prelúdio de “Heterodoxia”. E foi com “Crónicas Heterodoxas” que colaborou também com o Diário de Coimbra, publicação histórica da cidade onde conviveu com o escritor Vergílio Ferreira e onde viria a ser associado a uma determinada forma de existencialismo, influenciado por filósofos como Heidegger, Nietzsche, Husserl, Kierkegaard e Sartre, e pela leitura de escritores como Dostoievsky, Kafka e Camus.

martes, octubre 27, 2020

Ignacio Castro Rey Lluvia Oblicua

Ignacio Castro Rey Filósofo, escritor y crítico de arte y cine

CONVERSACIÓN SOBRE LLUVIA OBLICUA


Conversación entre Lucía C. Suárez e Ignacio Castro sobre Lluvia Oblicua
Tendrá lugar el próximo miércoles 28 de octubre a las 19.30 horas en la Librería Alberti,
(Calle Tutor, 57 Madrid), y será también retransmitido en directo por Instagram en @libreriaalberti

Interpretación de Rosalía Fernández Rial de un texto del libro Lluvia Oblicua de Ignacio Castro Rey.
Editorial PRE-TEXTOS

domingo, octubre 18, 2020

Vivian Abenshushan, narradora y ensayista de lo contemporáneo

Vivian Abenshushan, narradora y ensayista de lo contemporáneo | Fundación UNAM





Una de las ensayistas y narradoras más destacadas de la actualidad es Vivian Abenshushan. Originaria de la Ciudad de México, Vivian es egresada de la carrera de Lengua y Literaturas Hispánicas en la Facultad de Filosofía y Letras de la UNAM.
Además de la escritura, ha dedicado parte de su carrera a la investigación, en particular a los movimientos de la vanguardia y pos vanguardia. Esto la llevó a crear en 2001 el Laboratorio de Escritura Expandida, un taller multidisciplinario que explora los lenguajes de la poesía sonora, la escritura en acción o la poesía visual.
Este laboratorio de ha hospedado en instituciones como el Museo de las Ciencias y Artes de la UNAM, la Colección Jumex, la Universidad del Claustro de Sor Juana, entre otros.
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Entre las obras que ha publicado a lo largo de su carrera se encuentran:
2004 – El clan de los insomnes
2007 – Una habitación desordenada
2008 – El señor del automóvil
2009 – Julio Ramón Ribeyro
2013 – Escritos para desocupados
Este último libro es una mezcla de ensayo y bitácora personal. Tiene su origen en un blog que la escritora llevó y con el que pudo interactuar con sus lectores. Una vez que éste se volvió más complejo decidió transformarlo en un libro.
En él, Vivian Abenshushan hace una exploración a temas como la productividad y el ocio que reina en los centros de trabajo, oficinas o de freelance.
Escritos para desocupados fue publicado por la editorial Surplus, bajo la licencia copyleft, que permite y fomenta la descarga libre en línea (y que puedes encontrar en el siguiente ENLACE).
Fuente: Secretaria de Cultura, Revista Nexos, Escritos para Desocupados

lunes, octubre 12, 2020

Stig Dagerman – A nossa necessidade de consolo é impossível de satisfazer

Stig Dagerman – A nossa necessidade de consolo é impossível de satisfazer – singularidade – poesia e etc.



Stig Dagerman – A nossa necessidade de consolo é impossível de satisfazer

Sem fé, ouso pensar a vida como uma errância absurda a caminho da morte certa. Não me coube em herança qualquer deus, nem ponto fixo sobre a terra de onde algum pudesse ver-me. Tampouco me legaram o disfarçado furor do cético, a astúcia do racionalista ou a ardente candura do ateu. Não ouso por isso acusar os que só acreditam naquilo que duvido, nem os que fazem o culto da própria dúvida, como se não estivesse, também esta, rodeada de trevas. Seria eu, também, o acusado, pois de uma coisa estou certo: o ser humano tem uma necessidade de consolo impossível de satisfazer.
Procuro o que me pode consolar como o caçador persegue a caça, atirando sem hesitar sempre que algo se mexe na floresta. Quase sempre atinjo o vazio, mas, de tempos a tempos, não deixa de me tombar aos pés uma presa. Célere, corro a apoderar-me dela, pois sei quão fugaz é o consolo, sopro dum vento que mal sobe pela árvore. Debruço-me. Tenho-a!
Mas tenho o que entre os dedos? Se sou solitário – uma mulher amada, um desditoso companheiro de viagem. Se sou poeta ou prisioneiro – um arco de palavras com assombro reteso, um súbita suspeita de liberdade. Se sou ameaçado pela morte ou pelo mar – um animal vivo e quente, coração que pulsa sarcástico; um recife de granito bem sólido.
Sendo tudo isso, é sempre escasso o que tenho!
As formas de consolo: se procuro umas, outras há que me perseguem sem que eu as convoque. Sussurram odiosas. Enchem-me o quarto de murmúrios.
O prazer: “Entrega-te sem restrições”!
O talento: “Usa-me tão mal como a mim mesmo”!
A minha sede de gozo: “Só os gulosos sabem viver”!
A solidão: “Despreza os homens”!
Este desejo de morte: “Fere, Mata”!»
Bem estreito é o fio da navalha! Entre dois perigos me equilibro: de um lado ameaça-me a ávida boca do excesso, do outro a amargura da avareza que de si mesma se alimenta.
E teimo na recusa de optar entre a orgia e a ascese, ainda que com isso me sujeite ao suplício em brasa dos desejos. Não sou livre nos meus atos, por isso tudo me pode ser desculpado.
O que procuro para a vida não é uma desculpa, mas exatamente o seu contrário: é o perdão que busco. Descubro, afinal, que se não levar em conta a minha liberdade, todo o consolo é enganador, mera imagem refletida do desespero. De fato, assim que o desespero me diz – “perca a esperança, o dia não passa de um momento de luz entre duas noites”, há uma falsa voz que me grita – “tenha confiança, a noite não é mais que um momento de trevas entre dois dias”.
A humanidade, porém, não é de palavras que precisa; anseia por um consolo que ilumine. E mesmo aquele que deseje tornar-se mau — agir como se todos os atos fossem defensáveis — deve ter ao menos a bondade de notar quando o consegue.
Ninguém pode enumerar todos os casos em que o consolo é uma necessidade. É impossível saber quando cairá o crepúsculo, impossível enumerar todos os casos em que o consolo se fará necessário. A vida não é um problema que possa resolver-se dividindo a luz pela escuridão ou os dias pelas noites, mas sim uma viagem imprevisível entre lugares que não existem.
Por vezes, à beira-mar, no perpétuo movimento das águas e no eterno fugir do vento, sinto o desafio que a eternidade me lança. Pergunto-me então o que vem a ser o tempo, e descubro que não passa do consolo que nos resta por não durarmos para sempre. Miserável consolo que só os Suíços enriquece…
Noites há em que, sentado à lareira, no quarto mais resguardado de todos, sinto subitamente a morte cercar-me: no fogo, nos objetos pontiagudos que me rodeiam, no peso do teto e na massa das paredes; na água, na neve, no calor, no meu sangue. Pergunto-me então o que vem a ser a nossa muito humana sensação de segurança, e percebo que não passa de um consolo para o fato de a morte ser o que há de mais próximo à vida. Pobre consolo, que não cessa de nos recordar o que desejaria fazer-nos esquecer!
Decido encher todas as minhas páginas em branco com as mais belas combinações de palavras que seja capaz de engendrar. E depois, porque quero assegurar-me que a vida não é absurda e não me encontro só sobre a terra, reúno todas num livro e ofereço-o ao mundo. Este, retribui-me com a riqueza, a glória e o silêncio. Mas não sei que fazer com este dinheiro nem que prazer tirar de contribuir para o progresso da literatura, pois só desejo o que jamais obterei — a certeza de que as minhas palavras tocaram o coração do mundo. É então que me pergunto o que vem a ser o meu talento, e descubro que não passa de uma forma de me consolar da solidão. Risível consolo — que apenas me torna cinco vezes mais pesada a solidão.
Nesse animal que, veloz, atravessa a clareira, por vezes capaz de ver encarnada a liberdade e ouvir uma voz que me insinua: “Vive com simplicidade, frui do que desejas e não temas as leis”! Excelente conselho. Mas de que se trata senão de uma forma de consolo para o fato da liberdade não existir? Impiedoso consolo — para quem sabe que o Homem levou milhões de anos para não conseguir ser senão um lagarto, podre de indiferença!
Quando, por fim, me apercebo que esta terra é uma vala comum, onde Salomão, Ofélia e Himmler repousam lado a lado, concluo que tanto o crápula como a infeliz têm o mesmo fim que o sábio. Por isso, para uma vida falhada, a morte pode tornar-se numa forma de consolo — e bem atroz, sobretudo para quem na vida queria encontrar forma de vencer a morte.
Não possuo filosofia, em que possa mover-me como o peixe na água ou o pássaro no céu. Tudo em mim é um duelo, uma luta travada a cada minuto da vida entre falsas e verdadeiras formas de consolo. Umas não fazem senão aumentar a impotência e tornar-me mais fundo o desespero, outras são fonte de temporária libertação. Falsas e verdadeiras! Deveria antes dizer verdadeira, pois só existe uma consolação verdadeiramente real: a que me diz que sou um homem livre, um indivíduo inviolável, ser soberano no interior dos seus limites.
Mas a liberdade começa na escravidão e a soberania na dependência. O sinal mais vivo da servidão é o medo de viver. O definitivo sinal de liberdade é o fato de o medo deixar espaço ao gozo tranquilo da independência.
Dir-se-á que preciso ser dependente para conhecer o gozo de ser livre! É certamente verdade. À luz dos meus atos, percebo que toda a minha vida parece não ter tido por objetivo senão construir o seu próprio infortúnio: sempre me escravizou o que devia tornar-me livre.
Outros homens têm outros mestres. A mim o talento torna-me escravo ao ponto de não ousar em pregá-lo — tal é o medo de o ter perdido. Mais: subjugo-me de tal modo ao meu nome, que mal me atrevo a escrever uma linha, não vá esta manchá-lo. E, quando se instala a depressão, é dela que sou também escravo. O meu maior desejo é retê-la. O meu prazer mais forte, sentir que tudo o que valho residia no que julgo ter perdido: essa capacidade de gerar beleza a partir do que é em mim desespero, desgosto e fraqueza. Com amargo prazer desejo ver ruir o que arquitetei e ver-me, eu também, envolto na neve do esquecimento. Mas quê? A depressão é uma boneca russa, e na última boneca estão a faca, a lâmina de barbear, o veneno, as águas profundas e o salto para um grande abismo. De todos esses instrumentos de morte me torno escravo. Perseguem-me como cães, a não ser que o cão seja apenas eu. Parece-me então ser o suicídio a única prova da liberdade humana.
Porém — não sei ainda de onde nem como — sinto que se aproxima o milagre da libertação. E a eternidade, que há bem pouco me assombrava, testemunha agora este acesso à liberdade: esta descoberta súbita e simples de que ninguém, nenhum poder, nenhum ser humano, tem o direito de me forçar ao ponto de secar em mim o desejo de viver.
Que é do mar se os rios se recusam? Estou, afinal, perto do mar e da sua ciência. Ninguém pode exigir ao mar que traga todos os barcos, ou ao vento que encha todas as velas. De igual modo, ninguém tem o direito de me exigir que viva prisioneiro de certas funções. A minha divisa não é o dever antes de tudo, mas a vida acima de tudo. Como os outros homens, tenho direito a alguns momentos em que possa sentir-me à parte, em que possa saber que para além de pertencer a essa massa anônima chamada população mundial, sou também uma unidade autônoma.
Só nesses instantes me liberto de tudo o que na minha vida foi causa de desespero. Reconheço que o mar e o vento não deixarão de me sobreviver e que a eternidade nem sequer de mim se lembra. Por que me hei-de eu lembrar dela? A vida só é curta se a coloco no patíbulo do tempo. As suas possibilidades só são limitadas se me ponho a contar o número de palavras ou livros que a morte me dará ainda tempo de acender. Mas por que me hei-de eu pôr a contar? No fundo, o tempo de nada serve, inútil instrumento de medida que só regista o que a vida já me trouxe.
Na verdade, nada do que é importante e acontece e me faz vivo, tem a ver com o tempo. O encontro com um ser amado, uma carícia na pele, a ajuda no momento crítico, a voz solta de uma criança, o frio gume da beleza – nada disso tem horas e minutos. Tudo se passa como se não houvesse tempo. Que importa se a beleza é minha durante um segundo ou por cem anos? A felicidade não só se situa à margem do tempo, como nega toda a relação deste com a vida.
Assim, num só movimento, liberto os ombros do peso de dois fardos: o tempo e as tarefas que teimam em me exigir. Nem a vida é mensurável nem viver é uma tarefa. O salto do cabrito ou o nascer do sol não são tarefas. Como há-de sê-lo a vida humana – força surda a crescer na dor da perfeição? E o que é perfeito não desempenha tarefas. O que é perfeito labora em estado de repouso. É absurdo pretender que a função do mar seja exibir armadas e golfinhos. Evidentemente que o faz – mas preservando toda a sua liberdade. Que outra tarefa a do homem senão viver? Faz máquinas? Escreve livros? Faça o que fizer poderia muito bem fazer outra coisa. Não é isso que importa. Importa é saber-se livre como qualquer outro elemento da criação. Importa é saber-se um fim autônomo, que repousa em si mesmo como uma pedra sobre a areia.
Posso até isentar-me do poder da morte. É verdade que não consigo afastar a ideia que ela se me cola constantemente aos calcanhares. Muito menos sou capaz de lhe negar realidade. Mas posso aniquilar a sua ameaça, evitando escorar a minha vida em pontos de apoio tão precários como o tempo e a glória.
Aqui é que não é lugar de permanência: eternamente voltado para o mar a comparar a sua liberdade com a minha. Chegará o momento de retomar o caminho da terra e enfrentar os responsáveis pela opressão que me faz vítima. Serei forçado a reconhecer que o homem deu vida a formas que, pelo menos na aparência, se revelam mais fortes do que ele. Mesmo a minha recente liberdade não é suficiente para as fatigar, mas somente para suspirar sob o seu peso.
Entretanto, entre as exigências que pesam sobre o homem, sei distinguir as exigências absurdas das inelutáveis. E absurdo é termos perdido para sempre uma forma de liberdade: a que advém de se possuir um elemento próprio. O peixe, tal como o pássaro e o animal terrestre, têm o seu. Thoreau ainda podia contar com a floresta de Walden – mas onde está hoje a floresta na qual o ser humano prove que pode viver livre, e não limitado pelos rígidos moldes da sociedade?
Sou obrigado a responder: em parte alguma. Se desejo viver livre, é por enquanto necessário que o faça no interior desses moldes. Sei que o mundo é mais forte do que eu. E para resistir ao seu poder só me tenho a mim. O que já não é pouco. Se o número não me esmagar, sou, também eu, um poder. E enquanto me for possível empurrar as palavras contra a força do mundo, esse poder será tremendo, pois quem constrói prisões expressa-se pior do que quem se bate pela liberdade. E no dia em que só o silêncio me restar como defesa, então será limitado, pois gume algum pode fender o silêncio vivo.
É este o meu único consolo. Sei que as recaídas no desespero serão profundas e numerosas, mas a lembrança do milagre da libertação leva-me como uma asa a um fim que me inebria: um consolo que seja mais do que apenas isso, e mais vasto que uma filosofia: que seja, enfim, uma razão de viver.

jueves, junio 25, 2020

Bob Dylan tiene muchas cosas en la cabeza - The New York Times

Bob Dylan tiene muchas cosas en la cabeza - The New York Times





Hace algunos años, sentado bajo la sombra de los árboles en Saratoga Springs, Nueva York, tuve un diálogo de dos horas con Bob Dylan que abordó temas como Malcolm X, la Revolución francesa, Franklin Roosevelt y la Segunda Guerra Mundial. En un momento, me preguntó qué sabía de la masacre de Sand Creek de 1864. Cuando le respondí que no sabía lo suficiente al respecto, se levantó de su silla plegable, subió a su autobús de giras y regresó cinco minutos más tarde con unas fotocopias que describían la manera en que los soldados estadounidenses habían masacrado a cientos de cheyennes y arapahoes pacíficos en el sureste de Colorado.
Dada la naturaleza de nuestra relación, me atreví a comunicarme con él en abril, en medio de la crisis del coronavirus, tras el lanzamiento inesperado de su canción épica de 17 minutos “Murder Most Foul”, acerca del asesinato del presidente John F. Kennedy. Aunque no había ofrecido entrevistas fuera de su propio sitio web desde que ganó el Premio Nobel de literatura en 2016, aceptó charlar por teléfono desde su casa en Malibú, California, una conversación que resultó ser su única entrevista antes del lanzamiento el viernes 19 de abril de Rough and Rowdy Ways, su primer álbum de canciones originales desde Tempest, en 2012.
Como la mayoría de las conversaciones con Dylan, Rough and Rowdy Ways explora un territorio complejo: trances e himnos, blues desafiantes, anhelos románticos, yuxtaposiciones cómicas, juegos de palabras de un bromista, ardor patriótico, firmeza inconformista, cubismo lírico, reflexiones sobre la vejez y satisfacción espiritual.
En la fabulosa y energética “Goodbye Jimmy Reed”, Dylan honra al músico de blues de Misisipi con melodías feroces de armónica y una letra subida de tono. En el blues lento “Crossing the Rubicon” siente “los huesos debajo de la piel” y considera sus alternativas antes de la muerte: “A tres millas al norte del purgatorio, a un paso del más allá / Hice una oración a la cruz, besé a las chicas, y crucé el Rubicón”.
“Mother of Muses” es un himno al mundo natural, los coros de gospel y militares como William Tecumseh Sherman y George Patton, “quienes despejaron el camino para que Presley cantara / quienes le despejaron el camino a Martin Luther King”. Además, “Key West (Philosopher’s Pirate)” es una meditación etérea acerca de la inmortalidad ambientada en un trayecto por la Ruta 1 hacia los Cayos de la Florida, con el acordeón de Donnie Herron, cuyo sonido nos recuerda a Garth Hudson, de The Band. En ella, rinde homenaje a “Ginsberg, Corso y Kerouac”.
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Credit...William C. Eckenberg/The New York Times
Quizá algún día escribirá una canción o pintará un cuadro para honrar a George Floyd. En las décadas de 1960 y 1970, tras el ejemplo del trabajo de los líderes negros y el movimiento de los derechos civiles, Dylan también trabajó para exponer la arrogancia del privilegio blanco y la perversidad del odio racial en Estados Unidos a través de canciones como “George Jackson”, “Only a Pawn in Their Game” y “The Lonesome Death of Hattie Carroll”. Una de sus frases más feroces acerca de la policía y la raza quedó plasmada en “Hurrican”, su balada de 1976: “Así son las cosas en Paterson / Si eres negro, mejor no salgas a la calle / A menos que quieras llamar la atención”.
Pude comunicarme brevemente con Dylan, de 79 años, un día después del asesinato de Floyd, en Mineápolis. Claramente impactado por el horror que había ocurrido en el estado donde vive, sonaba deprimido. “Me sentí horrorizado de ver cómo torturaron a George hasta matarlo de esa manera”, dijo. “Fue espantoso. Esperemos que la familia de Floyd y la nación obtengan justicia de inmediato”.
A continuación, fragmentos editados de las dos conversaciones.
¿Escribiste “Murder Most Foul” como una alabanza nostálgica dedicada a un momento que quedó en el pasado?
Para mí no es nostálgica. No creo que “Murder Most Foul” sea una idealización del pasado ni algún tipo de celebración de un momento desvanecido. A mí me habla del presente. Siempre fue así, sobre todo cuando estaba escribiendo la letra.
Alguien subastó una serie de transcripciones inéditas en la década de 1990 que escribiste sobre el asesinato de JFK. ¿Fueron esas notas en prosa para un ensayo o esperabas escribir una canción como “Murder Most Foul” durante mucho tiempo?
No soy consciente de haber querido nunca escribir una canción sobre JFK. Muchos de esos documentos subastados han sido falsificados. Las falsificaciones son fáciles de detectar porque siempre hay alguien que firma mi nombre en la parte inferior.
¿Te sorprendió que esta canción de 17 minutos fuera tu primer número uno en Billboard?
Me sorprendió, sí.
“I Contain Multitudes” tiene una frase poderosa: “Duermo con la vida y la muerte en la misma cama”. Supongo que todos nos sentimos de esa manera cuando llegamos a cierta edad. ¿Piensas a menudo en la mortalidad?
Pienso en la muerte de la raza humana, en el largo y extraño trayecto del simio desnudo. No es por ser ligero en ello, pero la vida de todos es pasajera. Todos los seres humanos, sin importar su fuerza ni su poder, son frágiles cuando se trata de la muerte. Lo pienso en términos generales, no de manera personal.
Hay mucho sentimiento apocalíptico en “Murder Most Foul”. ¿Te preocupa que en 2020 lleguemos a un punto sin retorno, que la tecnología y la hiperindustrialización se opongan a la vida humana en la Tierra?
Claro, hay muchas razones para mostrarse aprehensivo al respecto. Definitivamente hay mucha más ansiedad y nervios que antes. Pero eso solo aplica a las personas de cierta edad como tú y como yo, Doug. Solemos vivir en el pasado, pero esos solo somos nosotros. Los jóvenes no tienen esa tendencia. No tienen pasado, así que todo lo que saben es lo que ven y escuchan, y se creen cualquier cosa. En 20 o 30 años, todos estarán en la delantera. Cuando veas a alguien que tiene 10 años, sabrás que tendrá el control en 20 o 30 años, y no tendrá idea del mundo que conocimos nosotros. Los jóvenes adolescentes de ahora no tienen pasado que recordar. Así que quizá lo mejor es adoptar esa mentalidad en cuanto podamos porque así será la realidad.
En cuanto a la tecnología, nos vuelve vulnerables a todos. Pero los jóvenes no piensan así. Eso no les importa. Las telecomunicaciones y la tecnología avanzada forman parte del mundo en el que nacieron. Nuestro mundo ya es obsoleto.
Una frase en “False Prophet” —“Soy el último de los mejores / pueden sepultar a los demás”— me recordó las muertes recientes de John Prine y Little Richard. ¿Escuchaste su música después de su muerte como una suerte de tributo?
Ambos triunfaron con su obra. No necesitan que nadie les haga tributos. Todos saben lo que hicieron y quiénes eran. Y merecen todo el respeto y aclamación que recibieron. No hay duda. Pero yo crecí con Little Richard. Y él fue mi predecesor. Me dio la energía que necesitaba. Me enseñó cosas que no habría sabido sin él. Por eso pienso en él de manera distinta. John llegó después de mí. No es lo mismo. Los reconozco de manera diferente.
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Credit...Ebet Roberts/Redferns, vía Getty Images
¿Por qué más gente no ha prestado atención a la música gospel de Little Richard?
Probablemente porque la música gospel es la música de las buenas noticias y en estos días simplemente no hay ninguna. Las buenas nuevas en el mundo de hoy en día son como un fugitivo al que se le trata como un matón y se le hace huir. Castigado. Todo lo que vemos son noticias buenas para nada. Y tenemos que agradecer a la industria de los medios por eso. Se agita a la gente. Chismes y ropa sucia. Noticias oscuras que te deprimen y te horrorizan.
Por otro lado, las noticias del gospel son ejemplares. Te pueden dar valentía. Puedes controlar tu vida en consecuencia, o intentarlo, por lo menos. Y puedes hacerlo con honor y principios. Hay teorías de la verdad en el gospel pero para la mayoría de la gente no son importantes. El sexo y la política y el asesinato son el camino a seguir si quieres llamar la atención de las personas. Nos excita, ese es nuestro problema.
Little Richard fue un gran cantante de gospel. Pero creo que fue visto como un extraño o un intruso en ese mundo. No lo aceptaron allí. Y, por supuesto, el mundo del rock and roll quería que siguiera cantando “Good Golly, Miss Molly”. Entonces su música gospel no fue aceptada en ninguno de esos dos mundos. Creo que lo mismo ocurrió con Sister Rosetta Tharpe. No puedo imaginar que alguno de ellos se haya molestado demasiado por eso. Ambos se conocían a sí mismos, no se dejaron influenciar por nada del exterior. Little Richard, sé que fue así.
Pero también lo fue Robert Johnson, aún más. Robert fue uno de los genios más creativos de todos los tiempos. Pero probablemente no tenía una audiencia a la cual dirigirse. Estaba tan adelantado a su tiempo que aún no lo hemos alcanzado. Su estatus hoy no podría ser más alto. Sin embargo, en su día, sus canciones deben haber confundido a las personas. Simplemente muestra que los grandes siguen su propio camino.
En el álbum Tempest interpretas “Roll on John” como un tributo a John Lennon. ¿Hay otra persona para la que te gustaría escribir una balada?
Ese tipo de canciones me llegan de la nada, del aire. Nunca planeo escribirlas. Pero hay que decir también que hay ciertas figuras públicas que simplemente están en tu subconsciente por una u otra razón. Ninguna de esas canciones con nombres designados fueron escritas intencionalmente. Cayeron del cielo. Estoy tan desconcertado como cualquiera en cuanto a por qué las escribo. Sin embargo, la tradición del folk tiene una larga historia de canciones sobre personas. John Henry, Mr. Garfield, Roosevelt. Creo que simplemente estoy atado a esa tradición.
Honras a muchos grandes artistas en tus canciones. Mencionas a Don Henley y Glenn Frey en “Murder Most Foul”, lo cual me pareció sorprendente. ¿Qué canciones de los Eagles disfrutas más?


“New Kid in Town”, “Life in the Fast Lane”, “Pretty Maids All in a Row”. Esa podría ser una de las mejores canciones de la historia.
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Credit...Luke Sharrett para The New York Times
También te refieres a Art Pepper, Charlie Parker, Bud Powell, Thelonious Monk, Oscar Peterson y Stan Getz en “Murder Most Foul”. ¿De qué modo te ha inspirado el jazz como compositor y poeta en tu larga carrera?
Quizá deba mencionar las primeras grabaciones de Miles en Capitol Records. ¿Pero qué es el jazz? ¿Dixieland, bebop, high-speed fusion? ¿Qué es el jazz para nosotros? ¿Es Sonny Rollins? Me gusta el trabajo de Sonny con el calypso, ¿pero es jazz? Jo Stafford, Joni James, Kay Starr… creo que todos eran cantantes de jazz. King Pleasure, esa es mi idea de un cantante de jazz. No sé; puedes poner cualquier cosa en esa categoría. El jazz data de los locos años 20. A Paul Whiteman le decían el rey del jazz. Estoy seguro de que, si le hubieras preguntado eso a Lester Young, no habría sabido de qué estás hablando.
¿Eso me ha inspirado? Claro, quizá mucho. Ella Fitzgerald me inspira como cantante. Oscar Peterson me inspira como pianista, desde luego. ¿Me han inspirado como compositor? Sí, como “Ruby, My Dear” de Monk. Esa canción me inspiró a tomar la misma dirección. Recuerdo que la escuchaba una y otra vez.
¿Qué papel desempeña la improvisación en tu música?
Ninguno. No hay manera en que puedas cambiar la naturaleza de una canción una vez que la inventaste. Puedes poner distintos patrones de guitarra o piano en las líneas estructurales y partir de ahí, pero esa no es improvisación. La improvisación te expone a actuaciones buenas o malas, y la idea es ser constante. Básicamente tocas lo mismo una y otra vez de la manera más perfecta que puedas.
“I Contain Multitudes” tiene partes sorprendentemente autobiográficas. Los últimos dos versos expresan un estoicismo agresivo, mientras que el resto de la canción es una confesión cómica. ¿Te divertiste lidiando con los impulsos contradictorios de ti y de la naturaleza humana en general?
No tuve que lidiar mucho con eso. Es el tipo de situación en la que acumulas versos de corriente de conciencia y después lo dejas así para pulirlo todo. En esa canción, los últimos versos se escribieron primero. Así que esa era la dirección de la canción desde el principio. Obviamente, el motor de la canción es la frase que la titula. Es una de esas cosas que escribes por instinto, como en un estado de trance. La mayoría de mis canciones recientes son así. La letra es lo verdadero, lo tangible; no son metáforas. Las canciones parecen conocerse, y saben que puedo cantarlas, vocalmente y rítmicamente. Casi se escriben solas y cuentan conmigo para cantarlas.
Una vez más, en esta canción nombras a un montón de gente. ¿Qué te hizo decidir mencionar a Ana Frank junto a Indiana Jones?
La historia de Ana Frank significa mucho. Es profunda. Y difícil de articular o parafrasear, especialmente en la cultura moderna. Todos tienen un lapso de atención muy corto. Pero estás sacando el nombre de Ana del contexto, es parte de una trilogía. También podrías preguntar, “¿Qué te hizo decidir incluir a Indiana Jones o a los Rolling Stones?”. Los nombres en sí mismos no están solitarios. Es la combinación de ellos lo que agrega algo más que sus partes singulares. Ir demasiado al detalle es irrelevante. La canción es como una pintura, no puedes verla completa si estás demasiado cerca. Las piezas individuales son solo parte de un todo.
“I Contain Multitudes” es más como escribir en trance. Bueno, no es como escribir en trance, es escritura en trance. Es la forma en que realmente me siento acerca de las cosas. Es mi identidad y no voy a cuestionarla, no estoy en condiciones de hacerlo. Cada línea tiene un propósito particular. En algún lugar del universo, esos tres nombres deben haber pagado un precio por lo que representan, y están encadenados juntos. Y apenas puedo explicarlo. Por qué o dónde o cómo, pero esos son los hechos.
Pero Indiana Jones era un personaje de ficción…
Sí, pero la banda sonora de John Williams lo trajo a la vida. Sin esa música no habría sido una gran película. Es la música la que hace que Indy cobre vida. Tal vez sea una de las razones por las que está en la canción. No lo sé, todos los nombres llegaron a la vez.
Una referencia a los Rolling Stones está en “I Contain Multitudes”. Sólo por diversión, ¿qué canción de los Stones te gustaría haber escrito?
Oh, no sé. Quizás “Angie”, “Ventilator Blues” y qué más, déjame ver. Ah, sí, “Wild Horses”.
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Credit...Rowland Scherman/Getty Images
Charlie Sexton comenzó a tocar contigo en 1999 por algunos años y regresó en 2009. ¿Qué lo hace un músico especial? Es como si ustedes dos pudieran leerse la mente.
Charlie puede leer la mente de todos. Sin embargo, crea canciones y las canta también, y puede tocar la guitarra mejor que nadie en la banda. Charlie parece ser parte de todas mis canciones, y siempre ha tocado muy bien conmigo. “False Prophet” es solo una de tres canciones estructurales de doce barras en este álbum. Charlie es bueno en todas las canciones. No es un guitarrista presuntuoso, aunque podría serlo si así lo quisiera. Es muy controlado con su instrumento, pero puede ser explosivo cuando quiere. El suyo es un estilo clásico, muy tradicional. Encarna las canciones en vez de atacarlas. Siempre ha hecho eso conmigo.
¿Cómo has pasado el último par de meses refugiado en Malibú? ¿Has podido soldar o pintar?
Sí, un poco.
¿Puedes ser creativo musicalmente cuando estás en casa? ¿Tocas el piano y creas cosas en tu estudio privado?
Eso casi siempre lo hago en habitaciones de hotel. Una habitación de hotel es lo más cercano que tengo a un estudio privado.
¿Tener el océano Pacífico en tu patio te ayuda a procesar la pandemia de la COVID-19 de manera espiritual? Hay una teoría llamada “mente azul”, la cual señala que vivir cerca del agua es una cura para la salud.
Sí, también lo creo. “Cool Water”, “Many Rivers to Cross”, “How Deep Is the Ocean”. Cuando escucho cualquiera de esas canciones, siento que es como un tipo de cura… no sé de qué, pero una cura para algo que ni siquiera sabía que sufría. Es como una sanación. Es como algo espiritual. El agua es algo espiritual. Jamás había escuchado eso de “mente azul”. Suena a que podría ser algún tipo de canción lenta de “blues”, algo que escribiría Van Morrison. Quizá ya escribió algo así; no lo sé.
No fue agradable enterarse de que, justo cuando la obra ”Girl From the North Country”, que cuenta con tu música, obtenía excelentes reseñas, la producción tuvo que suspenderse debido a la COVID-19. ¿Has visto la obra o visto una grabación de la obra?
Claro, ya la vi, y me conmovió. La vi como espectador anónimo, no como alguien que tenía algo que ver con la producción. Simplemente dejé que ocurriera. La obra me hizo llorar al final. Ni siquiera sé por qué. Cuando bajó la cortina, quedé impactado de verdad. Qué mal que Broadway haya cerrado, porque quería verla de nuevo.
¿Piensas en esta pandemia en términos bíblicos, como una plaga que ha arrasado con las tierras?
Creo que es el precedente de algo que ocurrirá más tarde. Es una invasión, desde luego, y es generalizada, ¿pero bíblica? ¿Quizá te refieres a algún tipo de alerta para que la gente se arrepienta de sus pecados? Eso implicaría que el destino del mundo es algún tipo de castigo divino. La arrogancia extrema puede tener consecuencias desastrosas. Quizá estamos en el principio de la destrucción. Hay muchísimas maneras en que podemos procesar el virus. Creo que solo debemos dejar que siga su curso.
De todas tus composiciones, “When I Paint My Masterpiece” me ha parecido cada vez mejor a lo largo de los años. ¿Qué te hizo traerla de regreso a tus conciertos recientes?
También a mí me parece mejor ahora. Creo que esa canción tiene algo que ver con el mundo clásico, algo que está fuera del alcance, algún lugar en el que te gustaría estar más allá de tu experiencia, algo que es tan supremo y de primer nivel que jamás podrías volver a tu situación previa, pues has logrado lo impensable. Eso es lo que trata de decir la canción, y tendrías que ponerlo en ese contexto. No obstante, al decirlo, aunque sí pintes una obra maestra, ¿qué harás después? Pues, obviamente, tienes que pintar otra obra maestra. Así puede convertirse en un ciclo interminable, algún tipo de trampa. Pero la canción no dice eso.
Hace unos años te vi tocar una versión de “Summer Days” que sonaba como bluegrass. ¿Alguna vez has pensado en grabar un álbum de bluegrass?
Nunca lo he pensado. La música bluegrass es misteriosa y muy arraigada y casi que tienes que nacer tocándola. Solo porque seas un buen cantante, o un buen esto o aquello, no significa que puedes estar en una banda de bluegrass. Es casi como la música clásica. Es armónica y meditativa, pero sedienta de sangre. Si alguna vez escuchaste a los Osborne Brothers, sabes a lo que me refiero. Es una música implacable y no puedes falsificarla. Las canciones de los Beatles tocadas en un estilo bluegrass no tienen ningún sentido. Es el repertorio equivocado, y eso se ha hecho. Con seguridad hay elementos de la música bluegrass en lo que toco, especialmente en la intensidad y en los temas similares. Pero no tengo la voz alta de tenor y no tenemos una armonía de tres partes o un banjo consistente. Escucho mucho a Bill Monroe, pero me apego más o menos a lo que puedo hacer mejor.
¿Cuál es tu estado de salud? Parece que estás en muy buena condición física. ¿Cómo haces que la mente y el cuerpo funcionen en conjunto?
Esa es una gran pregunta, ¿no? ¿Cómo lo hacen las personas? La mente y el cuerpo van de la mano. Debe haber algún tipo de conciliación. Me gusta pensar que la mente es el espíritu y el cuerpo, la sustancia. No tengo idea de cómo se integran esas dos cosas. Simplemente trato de continuar en línea recta y seguir adelante, tener el mismo nivel.
Douglas Brinkley es catedrático Katherine Tsanoff Brown en Humanidades y profesor de Historia de la Universidad Rice. Es el autor de American Moonshot: John F. Kennedy and the Great Space Race”.

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